EURATÓRIA

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Versos da panfolia 93

O MAIOR IDIOTA DE TODOS SOU EU!

Sinto-me o mais parvo dos parvos quando os parvos me confundem.

O mais triste dos tristes quando os tristes me entristecem.

Sinto-me confundido com a confusão do discurso

de políticos, influenciadores, empresários, bêbados.

Sinto-me frágil com a fragilidade dos fracos, dos pobres, dos miseráveis

que não escolheram sê-lo, é certo, sem noção

do incómodo que causam.

Sinto-me tonto com o nevoeiro das mentiras,

dúctil, pesado de tão leve e o contrário também,

sinto-me agoniado com a agonia alheia,

perguntando-me porque sofrem todos os que estão a mais,

vão-se embora, desistam, desapareçam, façam-se invisíveis,

deixem-me à vontade neste local pois

tenho direito a ser feliz.

Mas não me sinto feliz

com a felicidade alheia,

ao invés, seus cretinos,

de ofuscarem o meu brilho, de atalharem o meu sucesso,

vindes aqui (não mereceis sequer um vêm aqui) atrapalhar,

fingir-se heróis, ou génios, ou talentosos de qualquer coisa que vai

da bola ao berlinde do bolo ou bule da mania à teimosia

e não passa sequer disso.

Dêem-me idiotas para me sinta idiota, e nessa idiotia

me compraza.

O mais idiota de todos.

(um original escrito à pressa por António A. Eliecer)


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