EURATÓRIA

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Austeridade+crise = populismo+extremismo. A Europa anti-Europa

O crescimento dos partidos e movimentos extremistas em diferentes países europeus, com destaque para a extrema-direita, é indiscutível.

 Várias sondagens prevêem a vitória de Marine Le Pen nas eleições europeias em França, em Maio do próximo ano. Geert Wilders, líder do populista PVV holandês, busca activamente uma união dos partidos de direita e extrema-direita anti-europeus. Na Áustria, o Partido da Liberdade, acérrimo defensor de um maior isolamento do país, obteve 21,4% dos votos nas eleições parlamentares, confirmando-se assim como o terceiro maior partido do país. Na Alemanha, o Alternative für Deutschland (AfD), eurocéptico, assume uma forte posição contra a integração europeia e o euro em particular. Etc. Para mais notícias sobre esta tendência, sugiro a consulta do seguinte sítio:

 http://www.eurotopics.net/en/home/debatten/links-2013-10-rechte/

 O sinal é claro e forte: o sentimento anti-europeu, por definição nacionalista e xenófobo, cresce um pouco por todo o lado à boleia da crise, da austeridade, do surto de imigração ilegal, dos receios causados pelo crescimento das comunidades estrangeiras, da animadversão contra o euro.

O risco é claro: pode vir a haver no Parlamento Europeu uma forte representação dos partidos anti-europeus o que provocará, no mínimo, grande instabilidade no “coração” democrático da UE e, no máximo, paralisias semelhantes às vividas pelos norte-americanos no que concerne ao orçamento.

Os políticos do chamado “mainstream” tendem a ignorar as suas responsabilidades e a manter-se na gestão do dia a dia da sua governação e/ou exercício da oposição. E contudo, as próximas eleições europeias podem vir a revelar-se um verdadeiro caminho das pedras deste projecto extraodinário que é a integração política, económica e social dos divididos povos da Europa.

 Nós, europeus, demos nos últimos 60 anos ao Mundo uma verdadeira lição de democracia, liberdade, solidariedade, visão e perseverança. Acabámos com um estado larvar de guerra permanente e milenar no continente. Consolidámos um estado social ímpar no globo, em qualquer época, em qualquer lugar. Demos um passo decisivo na direcção da civilização.

 Tudo isso está em risco. Quem não quiser ver não veja.

 Mas é essencial enfrentar a serpente de frente, enquanto ela ainda está no ovo. Agora. E sem tergiversar.

 


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