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Um debate sobre o euro: love it or leave it?

A decorrer no facebook, entre mim e o meu irmão (cujo mestrado em políticas europeias foi recentemente concluído com brilhantismo), como resposta ao post Em defesa do euro:

 O Euro como arma de divergência

Quer queiram quer não os defensores acérrimos do Euro porque não vislumbram UE sem Euro, como se a Comunidade não fosse já uma realidade anterior à última fase da União Monetária e Económica, a assimetria nas condições de financiamento continua a consolidar-se na zona euro, com a Alemanha e a França a conseguirem financiar o seu endividamento a 10 anos a taxas inferiores a 2%.
Obviamente que um argumento com esta “latitude”, poderia ser ele próprio um argumento para a necessidade ingente de novo passo em frente. O problema que se coloca, no entanto, é que desde que a unanimidade e a dimensão da União se colocaram, a tendência do processo decisório parece ir no sentido da concentração decisória polar e não da dispersão pelo consenso. Muito à medida da concentração da prosperidade e da não convergência, esse elemento central para a abdicação da soberania. E não nos esqueçamos que a União foi construída não só na ideia de paz mas também da prosperidade: e nem um, nem outro, destes elementos da “Visão” europeia sobrevive sem essa parceria.
«A hierarquia descendente de níveis de yields das obrigações soberanas a 10 anos é a seguinte entre os países “periféricos” do euro: 10,28% para a Grécia; 5,92% para Eslovénia; 5,66% para Maravilhas De Portugal Portugalgal; 4,04% para Espanha; 3,76% para Itália; e 3,5% para a Irlanda.»See Translation
 
 Paulo Sande Euratória Caro Pedro e meu irmão
Claro que já havia Comunidade Europeia antes do euro. Mas claro, também, que a Comunidade Europeia sem o euro não lograva criar o verdadeiro mercado interno que sempre esteve no âmago da construção europeia (como projecto, objectivo e visão). E claro, também, que um mercado comum sem mercado interno não é um mercado verdadeiramente comum. E uma Comunidade Económica Europeia sem mercado verdadeiramente comum não é uma Comunidade Económica Europeia. E é por tudo isso, claro, que os defensores do euro não vislumbram uma UE sem euro. Claro que nada disto é claro para os que pretendem uma UE sem euro. Porque é claro que assim que o euro desaparecesse (mas não vai desaparecer), a UE tornaria de imediato a tentar encontrar soluções (de política ou “construção” monetária) para fazer funcionar o mercado interno: serpentes no túnel, mecanismos de controlo de taxas de câmbio, sistemas monetários… claro. Como é que sei? Porque foi exactamente isso que aconteceu desde o início da implementação do mercado comum…
 
 Pedro Sande Repara que não se coloca, supra, a questão do valor ou não do Euro, mas a sua insustentabilidade (consequências) no quadro atual (ideológico, construtivo, …) porque criador de divergência e incongruente com a Missão/Visão europeia.
 
  Paulo Sande Euratória Sem euro fenece a missão/visão europeia. Isto é, sem euro não há missão europeia porque não é possível…
 
O DEBATE É PARA CONTINUAR!

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