EURATÓRIA

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O caminho para o desastre ou a frase de Schulz

Martin Schulz, Presidente do Parlamento Europeu e deputado europeu do grupo dos socialistas europeus (S&D) participou no congresso do PS e fez uma afirmação que, não sendo original, é importante por ter sido dita por quem foi (e quando foi):

“Queremos uma Alemanha europeia e não uma Europa alemã”.

Para quem não sabe, lembro que Martin Schulz, para além de Presidente da instituição representativa dos europeus no contexto da União Europeia, é um candidato (ou, pelo menos, aspira a sê-lo) ao cargo hoje ocupado pelo nosso compatriota Durão Barroso. Além disso, é alemão de nacionalidade. A frase, independentemente do seu efeito (foi citada num semanário português), tem sobretudo um significado: o de assinalar a todos – no caso em apreço aos portugueses – que os alemães estão conscientes da sua imagem no resto da Europa; ou pelo menos que, para alguns alemães, isso representa um problema.

E é também isso que os restantes europeus têm de aproveitar: a incomodidade alemã com a sua imagem e reputação no Mundo e em particular a forma como são percebidos pelos povos da União. Alguns dirão que isso não os preocupa nada e que só os seus interesses contam. Pois não creio: no tempo das redes sociais e da comunicação instantânea, a memória histórica – e sobretudo a mais recente – está demasiado presente para que seja possível ignorar… para que lhes seja possível ignorar.  

Como a nós aliás, que também não esquecemos os horrores das ditaduras e da miséria em que Portugal viveu anos demais, à Europa, aos alemães europeus e aos outros , a história ensina que a repetição dos erros não faz deles menos erros… e que errar repetidamente não é um sinal de inteligência.

E quanto ao futuro, que é já ali ao virar da esquina, parece óbvio que uma Europa unida e coesa tem muito mais possibilidades de sucesso do que uma miríade de pequenos Estados-nação à compita por um lugar ao sol, dilacerando-se em desvalorizações sucessivas, protegidos entre si por pautas alfandegárias usadas como os canhões de outrora, sem escala de mercado que sustente o esforço produtivo respectivo.

Road to disaster?

 


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